Resposta rápida
EKS, GKE e AKS cobram em dólar — e o custo real no Brasil inclui câmbio variável, IOF de 6,38% e cobrança de egress que surpreende na fatura. Pra workload com usuários no Brasil, Kubernetes gerenciado nacional costuma sair 30-50% mais barato no total anual, com latência menor (<30ms no Sudeste) e suporte por engineer em português. EKS/GKE seguem fazendo sentido quando você precisa de integrações profundas do ecossistema (SageMaker, BigQuery, Vertex AI) ou operação multi-região global. Este comparativo mostra os números reais linha a linha.
Todo CTO brasileiro que roda Kubernetes em cloud gringa conhece o ciclo: a fatura de janeiro vem 8% maior sem ninguém ter mudado nada — foi só o dólar. Aí em março o time descobre que metade do custo é data transfer que ninguém sabia que estava sendo cobrado. Este artigo compara, com números, o que muda ao trazer o cluster pro Brasil.
O que você paga num cluster gerenciado (as 5 linhas da fatura)
- Control plane: EKS cobra US$ 0,10/hora (~US$ 73/mês) por cluster. GKE cobra o mesmo fora do free tier. Em provedor nacional sério, o control plane vem incluso no serviço
- Worker nodes: as VMs onde seus pods rodam — maior linha da fatura em qualquer provedor
- Storage persistente: volumes por GB provisionado ao mês. Nos hyperscalers, IOPS alto custa extra; em cluster nacional com volumes NVMe, a performance já vem no preço
- Load balancer: cobrado por hora + tráfego processado nos dois modelos
- Egress: a pegadinha. AWS cobra US$ 0,09/GB de saída. Um SaaS que serve 5 TB/mês de tráfego paga US$ 450 só disso — R$ 2.700 com câmbio e IOF. Em provedor nacional sério, tráfego de saída pra internet brasileira não vira fatura surpresa
Simulação real: cluster de 3 nodes pra SaaS B2B
Cenário: SaaS brasileiro, 3 worker nodes de 4 vCPU/16 GB, 500 GB de storage, 1 load balancer, 3 TB de egress mensal. Valores de junho/2026, dólar a R$ 5,60:
| Item | EKS (us-east-1) | EKS (sa-east-1) | K8s gerenciado BR |
|---|---|---|---|
| Control plane | US$ 73 | US$ 73 | Incluso |
| 3 nodes 4vCPU/16GB | US$ 300 | US$ 420 | Em Real, sem câmbio |
| Storage 500 GB | US$ 50 | US$ 70 | NVMe incluso por GB |
| Load balancer | US$ 25 | US$ 35 | Incluso no cluster |
| Egress 3 TB | US$ 270 | US$ 270 | Sem cobrança |
| Subtotal | US$ 718 | US$ 868 | — |
| + Câmbio (R$ 5,60) | R$ 4.020 | R$ 4.860 | — |
| + IOF 6,38% | R$ 4.277 | R$ 5.170 | Faixa de R$ 2.000-2.800 |
A diferença anual passa de R$ 25 mil nesse cenário — e cresce junto com o egress. Detalhe que pega muita gente: sa-east-1 (São Paulo da AWS) é ~20% mais cara que us-east-1. Você paga mais caro pra ter latência boa no Brasil dentro da própria AWS.
Latência: o que muda na prática
- us-east-1 → usuário BR: 120-180ms de ida. API que responde em 40ms internamente entrega 200ms+ na ponta
- sa-east-1 → usuário BR: 10-30ms, mas com o custo 20% maior mostrado acima
- Cluster em datacenter Tier III em São Paulo: <30ms pra praticamente todo o Sudeste e Sul, com peering direto nos pontos de troca de tráfego brasileiros
Onde EKS, GKE e AKS ainda ganham
Comparativo honesto exige dizer onde a cloud gringa é melhor:
- Integrações do ecossistema: se seu pipeline depende de SageMaker, BigQuery, Vertex AI ou Lambda, sair da AWS/GCP significa reconstruir essas peças
- Multi-região global: cliente na Europa e Ásia com failover automático entre regiões — hyperscaler resolve nativo
- Node pools spot/preemptible: desconto agressivo pra workload tolerante a interrupção
- Certificações específicas: alguns contratos enterprise exigem FedRAMP ou certificações que só hyperscaler tem
Se nenhum desses quatro é o seu caso — e pra maioria das empresas B2B brasileiras não é — você está pagando prêmio de hyperscaler sem usar o que justifica o prêmio.
O que vem no Kubernetes gerenciado da Audaks
Sem promessa vaga — o que o cluster entrega no dia 1:
- Control plane gerenciado: api-server, etcd e scheduler operados pela Audaks. Você recebe o kubeconfig e deploya
- API Kubernetes padrão: seus manifestos YAML e Helm charts funcionam sem adaptação — é K8s de verdade, não fork proprietário
- Volumes persistentes NVMe: declara o PersistentVolumeClaim no manifesto e o cluster provisiona
- RBAC e namespaces isolados: times e ambientes separados com permissões próprias
- Ingress controller e load balancer configurados
- CNI Calico pra network policies entre pods
- Upgrades de versão gerenciados com janela agendada
- NF brasileira em Real — fatura dedutível, sem lançamento cambial
Migração: quanto trabalho dá sair do EKS/GKE
Menos do que parece, porque Kubernetes é portável por natureza. O que muda de verdade:
- Storage classes: ajustar o nome da classe nos PVCs — mudança de 1 linha por manifesto
- LoadBalancer services: remover annotations específicas de ELB/GCLB
- IAM/IRSA: permissões viram RBAC nativo do K8s
- Dependências de serviços gringos: S3 vira Object Storage S3-compatível (boto3 e aws-cli continuam funcionando), RDS vira DBaaS gerenciado
Migração típica de cluster médio: 2-4 semanas com acompanhamento de engineer, rodando os dois ambientes em paralelo até o corte final de DNS.
FAQ
Kubernetes gerenciado nacional aguenta produção séria?
Sim — Kubernetes é o mesmo software em qualquer lugar. O que varia entre provedores é a operação do control plane, a qualidade do storage e o suporte. Datacenter Tier III, volumes NVMe e engineer que já operou K8s em produção são os critérios que importam, não a bandeira do provedor.
Meus Helm charts funcionam sem mudanças?
Sim. A API é Kubernetes padrão. Charts do Bitnami, operators públicos e seus charts internos rodam sem adaptação — só storage class e annotations de load balancer precisam de ajuste pontual.
E se eu precisar de GPU pra IA no cluster?
Workload de inferência ou treino conversa bem com arquitetura híbrida: cluster K8s pro stateless e GPU cloud dedicada pra parte de ML, conectados na mesma rede brasileira sem cobrança de tráfego interno.
Quanto custa o Kubernetes gerenciado da Audaks?
Depende do tamanho dos worker nodes e storage. A conta fecha tipicamente 30-50% abaixo do equivalente EKS/GKE quando somados câmbio, IOF e egress. Pedimos o desenho do seu cluster atual e devolvemos proposta em 24h.
Próximos passos
- Kubernetes gerenciado no Brasil: quando faz sentido pra empresa B2B
- Migrar de Rancher ou kubeadm pra K8s gerenciado
- Kubernetes Gerenciado Audaks — control plane cuidado, cluster em datacenter Tier III BR
Quer ver a conta do seu cluster em Real?
Manda o desenho do seu cluster atual (nodes, storage, egress) e devolvemos comparativo linha a linha com proposta em 24h. Diagnóstico gratuito por engineer BR.
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